quarta-feira, 11 de abril de 2012

Titanic navega nos livros e nas telas cem anos após naufrágio

11/04/2012 às 05h43min - Atualizada em 11/04/2012 às 05h43min


Titanic navega nos livros e nas telas cem anos após naufrágio
Filme sobre a tragédia, produzido por Cameron em 1997, vai ganhar versão 3D

Titanic navega nos livros e nas telas cem anos após naufrágio
Cem anos depois de seu naufrágio, o Titanic volta à superfície com a versão 3D do filme de James Cameron de 1997, além de um drama para a televisão britânica, vendido em 86 países, e uma série de livros. "Poucas catástrofes receberam tanta atenção em nossa época. Primeiro foi Pompéia, em seguida o Titanic", observa Julian Fellowes, autor de "Titanic", a minissérie em quatro episódios para emissora de televisão britânica.

Fellowes tem tudo de um "titanic-maníaco": sua ficção mais famosa e premiada, "Downton Abbey", exibida em mais de 150 países, começa com o naufrágio do navio. Ele não é o único, basta observar a enxurrada de obras publicadas para o centenário da tragédia no Reino Unido. Para os amantes do navio dos sonhos, o pequeno "Guia do Passageiro", de John Blake, um ex-oficial da Marinha (Editora Conway), fornece o manual perfeito do Titanic, desde o salão de jantar até os banhos turcos, passando por um café francês e pela sala de ginástica, equipada com um cavalo e um camelo elétricos. Aprendemos que "cavalheiros" e "senhoras" tinham acesso à piscina em horários diferentes, e que o preço do bilhete de primeira classe seria o equivalente a 64 mil libras atualmente (76,5 mil euros). Tudo foi pensado, até a quadra de squash. Como todos sabem, apenas os botes salva-vidas eram inadequados.

Originalmente, o Titanic, foi projetado para conter 64 botes. Mas o chefe da companhia White Star, Bruce Ismay, tomou a decisão fatal de equipar o navio com 20 botes, a fim de manter o máximo de espaço para as pontes de luxo. Ao fazer isso, ele burlou os regulamentos. No fim das contas, os 20 botes do navio poderiam salvar 1,1 mil passageiros, a metade do número de pessoas embarcadas. Mas foram preenchidos com apenas metade da capacidade e salvaram apenas 705, entre eles 325 homens.

Cameron relata o abismo entre as classes sociais e o sacrifício daqueles que viajavam na terceira classe no filme Titanic, já o historiador Richard Davenport-Hines descreve uma realidade mais sutil ("Titanic Lives", Harper Press). Como a do bilionário Benjamin Guggenheim, que se recusou a entrar em um bote para dar espaço para as mulheres. Os fotógrafos amadores também têm fornecido material importante para a reconstituição do drama, como ilustrações do belo livro "Titanic em Fotografias" (The History Press). Frank Browne, um jovem passageiro destinado ao sacerdócio, chegou a registrar várias imagens, da copa à cozinha até a ponte. Suas fotografias viraram o registro do antes da catástrofe, e por um mero acaso, já que seu autor desembarcou em Queenstown (Irlanda) três dias antes do naufrágio.



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